Resenha: Naomi & Ely e a lista do não beijo

IMG naomi.png

Resumo: Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi é irresistível, todos que cruzam seu caminho acabam se apaixonando. Mas ela sempre amou apenas o único cara que não pode ter: seu melhor amigo gay. E Ely é um conquistador barato que gosta de brincar com os sentimentos dos meninos até finalmente conseguir se apaixonar.
Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo™ — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo™ protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que…”

Para começar, esse foi o primeiro (até o dia dessa resenha) e único livro do David Levithan que eu li, e fiquei bastante surpresa. Confesso que esperava menos do livro e menos do autor. A maioria das resenhas que eu li a respeito desse livro não foram positivas, por isso , o livro acabou sendo uma adorável surpresa.

A Naomi é aquela menina que toda garota insegura quer ser: bonita, charmosa. Todos os caras se apaixonam por ela (e até algumas meninas) e todas as garotas querem ser ela. Porque ser como a Naomi deve ser absolutamente fabuloso, certo? Errado!

Por trás do batom vermelho da Mac e do cabelo espetacular, existe uma garota tão insegura quanto todas as outras. Que se apaixona por caras errados, como todas as outras.

Ely reúne todos os esteriótipos do amigo gay. Ele é lindo, tem bom gosto para moda, e guarda todos os segredos Naomi.

Naomi & Ely – Ely & Naomi formavam quase uma instituição. É basicamente impossível mencionar um sem pensar no outro. Eles cresceram juntos e tiveram ou ao outro em todos os momentos. O livro começa num ponto no qual eles de fato só tem ou ao outro, pois ambas as famílias estão passando por um momento bastante difícil.

A essa altura ambos imaginam que essa amizade é inabalável e parte dessa certeza se deve a Lista do não beijo. Até que um dia Ely beija um cara, um cara que não está na lista do não beijo, mas que segundo Naomi era tão óbvio que não precisava estar.

Se você pensa que o livro todo gira em torno da relação dos dois, bem, você meio que está enganado. O livro é repleto de personagens cativantes à sua maneira, que dão um toque de humor a história. Aliás, personagens que poderiam ter sido mais explorados pelos autores.

Os autores também entram em uma discussão sobre identidade de gênero, que é um assunto bastante atual, porém, sem forçar. O assunto surge através de perguntas que os personagens fazem a si mesmos, deixando a discussão bastante natural.

O livro foi escrito por dois autores – David Levithan e Rachel Conh -, mas a leitura flui muito bem, eu por exemplo, não consegui identificar onde a terminava a escrita de um e onde começava a de outro.

Se você quer um livro curtinho, fácil de ler e de bonuz, com um conteúdo muito bom, Naomi & Ely é o livro perfeito para você.

Curiosidades:
– O livro é repleto de simbolismos. Em alguns momentos, palavras são substituídas por imagens.
– Há várias referências sobre cultura pop.

Trechos:
Amo Naomi porque ela segura o elevador pra mim mesmo quando descer sozinha faria muito mais sentido. Amo Naomi porque se ela vê uma camisa que sabe que vai combinar com meus olhos compra pra mim, mesmo que esteja sem grana. Amo Naomi porque quando sinto vontade de enfiar a minha cabeça no forno , ela gentilmente a retira de lá e assa uns cookies para mim.[…] Amo Naomi porque não preciso amá-la o tempo inteiro.”

“Não é fácil. As coisas que realmente importam não são fáceis. Os sentimentos de alegria são fáceis. A felicidade, não. Flertar é fácil. Amar não. Dizer que você é amigo de alguém é fácil. Ser um amigo de verdade, não.

Não digo ‘estou apaixonado por você’, pois essa é a frase que está por trás de todas as outras, o sentimento que está por trás de todas as minha palavras.”

Nota: 7/10
Para quem gostou de: Will & Will – Todo dia – Amy & Matthew
Onde comprar: http://www.travessa.com.br/naomi-ely-e-a-lista-do-nao-beijo/artigo/aa47de80-4b7b-486f-baa6-f961e2d6ee89

Anúncios

#Playslist de outubro

page d

Hey! Quase deixei a playlist desse mês passar, quase…Em outubro eu escutei 3 musicas que eu ainda não conhecia: “Comptine d’un autre été” que faz parte da trilha sonora do filme “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain”, “Say love” que é o novo single da Jojo e “I don’t want to change you” do fantástico Damien Rice. Espero que vocês gostem.

1. Comptine d’un autre été – L’après-midi
Treco que eu amei gostei: Instrumental.

2. Disaster – Jojo
Trecho que eu mais gostei: You made me happy, baby. Love is crazy, so amazing. But it’s changing, rearranging.

3. I don’t want to change you – Damien Rice
Treacho que eu mais gostei:” I’ve never been with anyone In the way I’ve been with you. But if love is not for fun, then it’s doomed. Because water races, water races down.”

4. Say love – Jojo
Trecho que eu mais gostei: “Because where I wanna be is far apart, from where we are, from where we are. And I thought I found the place where we could start talk from the heart, talk from the heart.”

5. Delicate – Damien Rice
Trecho que eu mais gostei: “So why do you fill my sorrow with the words you’ve borrowed, from the only place you’ve known? And why do you sing hallelujah, If it means nothing to you, why do you sing with me at all?

Musicas de setembro

page

Hey, everyone! Quem me conhece sabe que quando eu gosto de uma música eu deixo a mesma em modo repeat até cansar. Pensando nisso, resolvi criar uma lista com as musicas que eu mais escutei durante o mês, todo início de mês eu vou postar essa lista com as musicas que eu mais escutei no mês anterior.

1. Fallingforyou – The 1975
Trecho que eu mais gostei: “I’m so excited for the night, all we need’s my bike and your enormous house.”

2. Bright – Echosmith
Trecho que eu mais gostei: “I think the universe is on my side. Heaven and earth have finally aligned. Days are good, and thats they way it should be.”

3. Come with me – Echosmith
Trecho que eu mais gostei: “Let me take you home, I want you to myself you’re the only thing that I ever need to know.”

4. Gravity – Sara Bareilles
Trecho que eu mais gostei: “Set me free, leave me be. I don’t want to fall another moment into your gravity.”

5. Brooklyn baby – Lana Del Rey
Trecho que eu mais gostei: “They say I’m too young to love you, you say I’m too dumb to see. They judge me like a picture book, by the colors, like they forgot to read.”

Cinco cantores britânicos que eu mais gosto

large (12)

Essa semana eu estava olhando a minha biblioteca no last.fm e percebi que eu tenho uma quedinha por cantores e bandas britânicas – apesar do sotaque chatinho – e resolvi fazer uma lista dos meus favoritos.
Vamos começar a semana com um xícara de chá? Let’s go!

Birdy – Indie/Folk
Birdy – que na verdade se chama Jamine – é uma das minha favoritas. Lembro de quando ouvi “Skinny love” em 2011 e me apaixonei imediatamente, ela estava bem no comecinho da carreira, mas eu sabia que ela tinha tudo para ir pra frente.
Filha de um pianista de concerto, ela começou a tocar piano aos 7 anos de idade. Em 2011 lançou o seu primeiro single “Skinny love” que é um cover da banda Bon Iver. O seu primeiro álbum – Birdy – foi lançado no mesmo ano. No final de 2013 ela lançou o seu segundo álbum – Fire Within – que é M A R A V I L H O S O.
Curiosidades: Ela tem três musicas na trilha sonora de “A culpa é das estrelas”.

Ed Sheeran – Pop/Folk
Esse eu sei que boa parte de vocês já conhece e já escutou uma de suas musicas por aí. Apesar de ter estourado agora, a verdade é que Ed Sheeran gravou o seu primeiro EP em 2005! Porém, só começou a se popularizar nos Estados Unidos (e consequentemente no mundo) em 2012, quando o seu show passou a fazer parte de abetura da Red Tour da Taylor Swift.
Uma das coisas que eu amo nas musicas do Ed, é que muitas vezes elas traduzem exatamente o que eu estou sentindo.
Curiosidades: Uma de suas maiores influências foi Damien Rice, que é um cantor que eu também adoro.

Ellie Goulding – Pop/Eletronic
Também bastante conhecida por aqui, Ellie Gouding foi a voz dos “hinos” de muitas baladas ao redor do mundo.
Em 2009, Ellie largou a universidade para se dedicar inteiramente à musica, lançando dois singles “starry eyed” e “under the sheets”, que lhe rendeu o o premio “Choice” nos Brit Awards de 2010.
O seu sucesso mais recente foi “Love me like o do” (que eu amo) , que faz parte da trilha sonora de Cinquenta tons de cinza.
Curiosidade: Eu passei a resenha inteira me segurando para não escrever “ela largou tudo para viver de sua arte e das coisas que a natureza nos da”.

Florence and the machine – Indie pop/Indie Rock
Essa banda é muito especial pra mim, pois já fui completamente alucinada pela vocalista Florence Welch – hoje isso está sob controle – e pelo resto da banda.
Florence é a voz da banda e os outros musicistas – todos fantásticos – são a maquina. A banda surgiu em 2009, inicialmente com duas integrantes Florence Welch e Isabela Summers. E atualmente é integrada por Tom Monger (harpa), Robert Ackroyd (guitarra), Chris Hayden (bateria), Mark Saunders (baixo e percussão), e Rusty Bradshaw (piano).
O primeiro álbum foi lançado em 2009, e foi muito bem recebido pelo público e pela critica inglesa.
Eles já estiveram no Brasil duas vezes, uma para o Summer Soul Festival (2012) e outro no Rock in Rio de 2013. E eu amo dizer que estive nos dois.
Curiosidades: Florence foi diagnosticada com dislexia e dismetria. A banda já fez parte da trilha sonora de Gossip Girl, The twilight saga e do filme Wild Child.

Damien Rice – Folk/Indie
Damien pode ser descrito como no mínimo “peculiar”. Um gênio peculiar. A maneira como eu o conheci também foi bastante peculiar: Atrvés de uma fafiction sobre Harry Potter do fandom “Dramione”, há uns 7 anos atrás.
Damien sempre viu a musica como uma forma de se expressar e compreender a vida. Em 2002 ele lançou o seu primeiro cd que foi gravado em seu QUARTO com a ajuda de alguns amigos. Ele não acreditava que esse álbum poderia vender mais 1000 cópias, mas acabou vendendo 2 milhões.
Curiosidade: Ele tem um forte engajamento socioambiental e odeio a fama, por isso não se considera uma celebridade e não se porta como tal. Uma de suas musicas fez parte da trilha sonora do filme “Closer”.

Espero que vocês tenha gostado desse tipo de post, atè a próxima 😉

Dia mundial do livro e Harry Potter.

IMG_3586
Eu não poderia deixar esse dia mundial do livro passar em branco. E para comemorar, nada melhor do que o livro que praticamente me “abriu as portas” da literatura. Meu primeiro amor literário e minha primeira saga, Harry Potter
.
A verdade é que assim como boa parte dos fãs brasileiros, o meu primeiro contato com Harry Potter não foi através da literatura, mas sim, pelo cinema. E cara, foi amor a primeira vista. Eu juro. Assistia toda semana, e depois de um tempo só o filme não parecia ser o suficiente, eu queria mais. Mais feitiços, mais castelos, e mais partidas de quadribol.

E foi assim que eu comecei o primeiro livro.

É extraordinário o poder e a influência que a literatura pode exercer sobre uma criança. Com o livro eu adentrei de maneira muito mais profunda nesse universo fantástico. Em apenas um capítulo eu pude sair da minha casinha no litoral e voar para as ruas de Londres, pra logo depois sair correndo pelos corredores de Hogwarts. Não havia limites.

Mas Harry Potter não é, e nunca será apenas uma historinha com um herói perfeito e criaturas fantásticas. Vai muito além.

Com esse livro aprendi que há momentos em que precisamos escolher entre que o que é certo, e o que fácil, e seja qual for a situação, o melhor é fazer o certo.

Aprendi que aquilo que amamos sempre será parte de nós, apesar da distância, do tempo e das circunstâncias difíceis.

Aprendi que não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver. Sonhar é importante, é saudável, mas chega um momento em que precisamos viver esses sonhos, e dar o nosso melhor para torná-los realidade.

Aprendi que o preconceito não nos leva a lugar algum.

Aprendi que não são as nossas qualidades que revelam quem realmente somos, mas sim, nossas escolhas.

E principalmente, eu aprendi sobre amizade, sobre o quanto é importante saber quem são os nossos amigos, porque são eles que estarão ao nosso lado nos tempos difíceis.

Então nesse 23 de abril, eu gostaria de agradecer a J.k. por ter feito essa obra prima que me apresentou a literatura e que será sempre o meu livro favorito.